<head> Brincar e aprender no jardim: Novembro 2006 head>
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quarta-feira, novembro 15, 2006
Canções de S. Martinho
O Dia de S. Martinho foi no dia 11 de Novembro, no Sábado passado, mas, mesmo assim, comemoramos o dis na sexta-feira anterior.

Falamos que as castanhas são um fruto que o 'Outono' nos dá. Vêm de uma árvore que se chama castanheiro e as castanhas estão escondidas dentro de um ouriço. Um ouriço parece uma bolinha cheia de picos, que, com a chegada do Outono seca e cai ao chão. Quando cai no chão o ouriço abre-se e a castanha sai lá de dentro.

Vamos ver melhor?


o castanheiro












o ouriço













E assim surgem as castanhas que tanto gostamos de comer!




Canção: O ouriço já secou


O ouriço já secou
já caiu a castanhinha. (bis)
Vamos agora comer
a castanha cozidinha. (bis)

Cozidinha ou assadinha
na fogueira a saltitar. (bis)
É dia de S. Martinho
vamos cantar e bailar. (bis)



Canção: No meu bolso guardei


No meu bolso guardei
meia dúzia de castanhas
de tão quentes que estão
'inda queimo a minha mão.

Vou dá-las ao pai
Vou dá-las à mãe
Castanhas quentinhas
que sabem tão bem.



Canção: Uma, duas, três


Uma, duas, três castanhas
eu te vou dar (bis)
Uma, duas, três castanhas
para brincar. (bis)

Castanhas quentinhas
ao lume a estalar
Nós vamos assá-las
até nos fartar. (bis)

> enviado por Paula as 12:25 2 comentarios

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terça-feira, novembro 14, 2006
História da Maria Castanha
Ouvimos uma história relacionada com o tema que estamos a trabalhar, a história da Maria Castanha!

O céu já estava todo cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim.
Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelarem os meninos que corriam e brincavam à vontade, de muitas maneiras: uns andavam nos baloiços e nos escorregas, outros deitavam pão aos patos do lago, outros metiam os pés por entre as folhas secas e faziam-nas estalar - crac, crac - debaixo das botas, outros corriam de braços abertos atrás dos pombos, que se levantavam e fugiam, também de asas abertas.
Era bom ir ao jardim. E mesmo sem haver sol, os meninos sentiam os pés quentinhos e ficavam com as bochechas encarnadas de tanto correr e saltar.
Uma vez apareceu no jardim uma menina diferente: não tinha as bochechas encarnadas, mas uma carinha redonda, castanha, com dois grandes olhos escuros e brilhantes.
- Como te chamas? - perguntaram-lhe.
- Maria. Às vezes chamam-me Maria Castanha.
- Que engraçado, Maria Castanha! Queres brincar?
- Quero.
Foram brincar ao jogo do apanhar.
A Maria Castanha corria mais do que todos.
- Quem me apanha? Ninguém me apanha!
- Ninguém apanha a Maria Castanha!
Ela corria tanto. Corria tanto que nem viu o carrinho do vendedor de castanhas que estava à porta do jardim, e foi de encontro a ele.
Pimba!
O saco das castanhas caiu e espalhou-as todas à reboleta pelo chão.
A Maria Castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas.
- Ah, minha atrevida! - gritou o vendedor de castanhas todo zangado.
- Foi sem querer - disse a Maria Castanha.
- Foi sem querer - explicaram os outros meninos.
- Eu ajudo a apanhar tudo - disse a Maria Castanha, de joelhos a apanhar as castanhas caídas.
E os outros ajudaram também.
Pronto. Ficarm as castanhas apanhadas num instante.
- Onde estão os teus pais? - perguntou o vendedor de castanhas à Maria Castanha.
- Foram à procura de emprego.
- E tu?
- Vinha à procura de amigos.
- Já encontraste: nós somos teus amigos - disseram os meninos.
- Eu também sou - disse o vendedor de castanhas.
E pôs a mão nos cabelos da Maria Castanha, que eram frisados e fofinhos como a lã dos carneirinhos novos.
Depois, disse:
- Quando os amigos se encontram é costume fazer uma festa. Vamos fazer uma festa de castanhas. Gostam de castanhas?
- Gostamos! Gostamos! - gritaram os meninos.
- Não sei. Nunca comi castanhas, na minha terra não há - disse Maria Castanha.
- Pois vais saber como é bom.
E o vendedor deitou castanhas e sal dentro do assador e pô-lo em cima do lume.
Dali a pouco as castanhas estalavam... Tau! Tau!
- Ai, são tiros? - assustou-se a Maria Castanha, porque vinha de uma terra onde havia guerra.
- Não tenhas medo. São as castanhas a estalar com o calor.
Do assador subiu um fumozinho azul-claro a cheirar bem.
E azuis eram agora as castanhas assadas e muito quentes que o vendedor deu à Maria Castanha e aos seus amigos.
- É bom, é - ria-se a Maria castanha a trincar as castanhas assadas.
- Se me quiseres ajudar podes comer castanhas todos os dias. Sabes fazer cartuchos de papel?
A Maria Castanha não sabia, mas aprendeu.
É ela quem enrola o papel de jornal para fazer cartuchinhos onde o vendedor mete as castanhas que vende aos fregueses à porta do jardim.

> enviado por Paula as 14:02 0 comentarios

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Nome: Paula
Profissão: Educadora de Infância
Sala: Sala dos 3 - 4 anos
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